Força dos construtores de oportunidades

Texto: Thatiany Nascimento Publicado em 13.04.2018

É com e através de seu povo que Fortaleza se revela e refaz. Diariamente. Se o comportamento humano é o que efetiva, inúmeras vezes, processos indesejáveis e lamentáveis na Capital, é também ele que, de alguma forma, pode redimir o experimento de uma vida coletiva mais qualificada nesse território.

Fortaleza tem 2.627.482 habitantes, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), distribuídos em 119 bairros, em sete regionais diferentes. Abrigados ou desabrigados compondo uma densidade que chega a ser de 7.786,44 habitantes por quilômetro quadrado. A quinta cidade mais populosa do País.

Nesta reportagem, Kelviane, Priscilla, Manoel, Stela, Ávila, Jardson e Paulo ao falarem de si, contam muito sobre tantos outros anônimos. Uma amostra das vidas que, espalhadas na cidade, se encontram no compromisso de atuar por dias e lugares melhores. Fortaleza é uma cidade de muitos conflitos, mas também de muita coragem. Seus moradores comprovam isso.

Na Regional I, fazer rir é meio para aliviar dores

Ser alívio, fuga, passatempo… nem que seja por curtos momentos para meninos e meninas que enfrentam doenças. Ser descanso, distração e conforto para adultos que acompanham os pequenos. A atividade já ocorre há oito anos. É nela e por ela que a educadora social, Kelviane Vieira Alves, 30 anos, se realiza. Na ação de visitar hospitais infantis localizados em Fortaleza levando performances, teatro, música, alegria, estímulo que ela, junto a um grupo de voluntários, diz encontrar sentido e crescer.

No entanto, o vigor que aos olhos desavisados inicialmente parece partir (mais) dos animadores para os pequenos enfermos, na percepção de Kelviane faz justamente a rota contrária. A Fortaleza de um grupo nasce justamente da coragem do outro. Sustento mútuo. “Eu sempre penso que no momento de dor, conseguimos tornar aquilo um pouco mais suportável. E quem faz isso são jovens voluntários que muitas vezes estão em situação de vulnerabilidade, expostos à violência no nosso bairro. Eu fico feliz porque com esse trabalho eles entendem a importância de fazerem a diferença”, ressalta.

A atividade de animação já ocorre há oito anos. É nela e por ela que a educadora social, Kelviane Vieira Alves, 30 anos, se realiza.
Foto: Eduardo Queiroz

Os voluntários são oriundos do Álvaro Weyne, na Regional I, organizados no projeto “Só Risos”. Kelviane, a idealizadora, lembra: a iniciativa surgiu após uma emergência com uma prima que precisou ser levada ao hospital. “Era aniversário dela e nós estávamos preparando a festa. Ela foi picada por um escorpião e precisamos correr para o atendimento. Aplicaram um soro e eu fiquei esperando. No intervalo, lembrei que tinha levado os balões de aniversário no bolso. Como demorou bastante, enchi e vi que aquilo despertou outras crianças”. O incidente foi o gatilho. Do brilho que brotou nos olhares, a organização de uma ação efetiva passou-se quase 1 ano.

Hoje, a educadora social afirma que os cerca de 25 jovens têm dificuldades para arrecadar os brinquedos. “A gente mobiliza e divide, por exemplo, para cada um dar 5 brinquedos. Mas eles nem sempre conseguem e nem têm dinheiro para comprar. Também não temos transporte para irmos aos hospitais. Uma vez fomos para Caucaia e fomos todos de ônibus. Outras vezes vamos divididos em carros particulares. Do jeito que a gente consegue”, completa. A ação voluntária nas unidades cresceu e virou trabalho social conhecido no bairro. Bom caminho sem volta. Fazer rir é muito mais que entretenimento para os jovens que aprenderam a combater a dor com fortaleza.

Regional II narrada por jovens e fortes olhares

Através de registros fotográficos, Priscilla acredita que "é possível mostrar o bairro com outro olhar, que não o da violência"
Foto: Fabiane de Paula

Pôr do sol encantador. O da ponta leste de Fortaleza, no Serviluz, na Regional II, é singular. Bem como as histórias do bairro e as experiências de articulação comunitária. Forças e diferenciais nem sempre percebidos pelos próprios habitantes da área. Tratado, muitas vezes, como sinônimo de vulnerabilidades e violência, o Serviluz padece de reconhecimento. É na tentativa de contra narrar esse bairro e experimentar seus reais potenciais que a produtora cultural, Priscilla Sousa, de 28 anos, o registra e expõem em áudio, vídeo, foto e cores.

Integrante da Associação de Moradores do Titanzinho, Priscilla tem aprendido a ser coletivo. No encontro com outros habitantes, passou a compor diversos grupos que se organizam no bairro. Servilost (grupo formado por jovens que atua no Serviluz, organizando, dentre outras, atividades de audiovisual e arte urbana) e Cine Clube SerVerLuz (coletivo também formado por jovens que moram no Serviluz. Atua com exibição e discussão de filmes) são exemplos. Ideias e ações que animam as produções sociais e culturais da própria área. Convocam os moradores a investirem em seus potenciais, a terem acesso a conhecimento. Se perceberem como protagonistas. Merecedora de reconhecimento. Na oferta coletiva há teatro, cineclubes, sarais, projetos de surf... ações itinerantes para visibilizar os talentos naturais. Típicos de seu próprio povo. Priscilla ajuda na organização e no registro.

“Em 2014 eu comecei a fazer um curso que tem a ver com câmera e vi que tava muito fora do bairro. Senti a necessidade de me voltar para o lugar que eu moro. Conheci o pessoal que atuava no cineclube e gostei. Vi que fazia muito mais sentido ficar fotografando o meu bairro e mostrando ele com outro olhar, que não é esse da violência”, conta a jovem que acredita nesse território tantas vezes renegado. “Estamos aqui para dizer. Para cobrar direitos. Mostrar uma outra realidade”, reforça. Priscilla tem revelado um Serviluz diferente das narrativas “convencionadas”. Não só para quem não mora lá. Tem, sobretudo, recriado a possibilidade de perceber o seu lugar de moradia como uma fortaleza.

Cortando as faltas de chances na Regional III

As mãos jovens em treinamento lotam o salão de beleza e barbearia cravado no bairro Presidente Kennedy, em Fortaleza. É nesta área da Regional III, que aqueles que não possuem verba podem, aos menos às segundas e quartas à noite, ter acesso ao serviço básico: corte de cabelo gratuito. A ação é executada por jovens, que também dotados de poucas verbas e oportunidades fazem desse ofício uma possibilidade de vida. São trocas de benefícios, idealizadas pelo cabeleireiro Manoel da Vera Cruz Matos, de 51 anos. Um anônimo que move Fortaleza, levando consigo inquietações transformadoras para si e para a coletividade.

Nascido da coragem de empreender daquele que já foi confeiteiro e padeiro, o salão-escola já existe há mais de 10 anos
Foto: Kid Jr.

O salão – que é também escola – existe há 18 anos. Nascido da coragem de empreender daquele que já foi confeiteiro e padeiro e diz saber bem os obstáculos na trajetória de trabalhadores autônomos. “Não tive ajuda e nem referencial. E não quero que as pessoas passem por essas dificuldades. É muito penoso. Doloroso. Já ouvi muitas vezes os jovens chegarem e dizerem: Eu quero ser barbeiro! Mas essas escolas [de formação] cobram R$ 400,00 por mês. Como eles vão pagar? Ficam desestimulados. Eu tento agir para quebrar essa barreira de acesso ao conhecimento e fazer com que os jovens não passem por tanta coisa como eu já passei”, garante Manoel.

Não tive ajuda e nem referencial. Não quero que as pessoas passem por essas dificuldades. É muito penoso. Doloroso.
Manoel da Vera Cruz, cabeleireiro

O projeto chamado “Escolinha ABC Cabeleireiro” padece de recursos. Funciona pela disposição e força de Manoel. Muitos dos jovens, oriundos do próprio bairro, conta o cabeleireiro, vivem em situações extremamente complicadas. “O que quero é que eles tenham condições de poder suprir suas necessidades. Não é só você dar um curso e depois que terminar acabou”, reforça.

Os jovens envolvidos têm uma preparação que varia de 6 meses a um ano e além de atuarem na área em que moram, prestam serviço também nos bairros Cristo Redentor e Pirambu. “A gente chega a cortar o cabelo de 100 pessoas nas comunidades”. Nesses outros locais, Manoel também encontra interessados na capacitação.

Nas periferias, as demandas da juventude se repetem, sabe ele. Quando possível, esses outros jovens são incluídos na formação. Os sonhos, conta o cabeleireiro, são de montagem de uma cooperativa para que estes “possam se manter”. “Eu quero pensar uma formação para cada bairro. Ensinar como trabalhar em conjunto”, completa Manoel com vigor. Em (sua) Fortaleza, viver é cortar as faltas de chances e abrir caminhos.

Coragem acolhedora na periferia da Regional IV

Para Stela, atuar em comunidades da periferia é revisitar o cenário vivenciado quando adolescente e poder transformá-lo.
Foto: Fabiane de Paula

Destemida. A narrativa de si traz o adjetivo como descrição, complementado pelo atributo emoção. Um misto de quem com coragem e sensibilidade acolhe histórias difíceis e duras e atua para tentar mudá-las. O envolvimento com os chamados “trabalhos sociais” vem desde a adolescência. Acentuou-se na vida adulta e se desterritorializou. Nascida e criada na comunidade Salgadeira, no bairro Jardim América, Regional IV, Stela Fernandes de Andrade, 35 anos, já trabalhou em outras áreas como Pirambu e na comunidade do Oitão Preto, no Centro.

Há cinco meses, o Jardim América voltou a ser um dos focos de seu trabalho. Eleita conselheira tutelar em 2015, Stela foi lotada em 2016 primeiro no Conselho I e, posteriormente, transferida para o IV. Colegas de trabalho relatam que a mudança se deu por conta de ameaças sofridas pela educadora social. Stela confirma e garante que riscos sempre estiveram presentes, mas nunca foram motivos para desistir.

Eu vim da favela e estou voltando com outras opções, que muitos dos nossos não tiveram
Stela Fernandes, conselheira tutelar

“Quando a gente atua na linha de frente, existem muitas regras invisíveis. Para entrar em determinados territórios, temos que ter todo cuidado. Eu tento ao máximo. Não fujo de assumir alguns casos. Quando chegam algumas situações mais complexas, os colegas, às vezes, me pedem para assumir. É uma questão de perfil”, explica. Lidar com adolescentes em situação de vulnerabilidade, denúncias de maus-tratos infantis, conflitos, violências.... “Nós já saímos com uma menina de 13 anos enrolada no lençol e tive que dialogar com o chefe do tráfico para dar um prazo para que pudessem tirar ela de lá”, conta.

Para Stela, estar nessa realidade é revisitar o cenário vivenciado quando adolescente. “Eu conheço de perto por fazer parte dela. E quero mudá-la. Eu vim da favela e estou voltando com outras opções, que muitos dos nossos não tiveram”, garante. Disposição não falta. Atuar justamente em territórios fragilizados é uma vocação, reiterada como opção. Abrir caminhos é questão de vida para essa (e nessa) Fortaleza.

Capital é dividida em regionais há 21 anos

A data da fundação de Fortaleza ainda é controversa e motivo de polêmica entre historiadores. Oficialmente, estabeleceu-se que a cidade foi criada em 13 de abril de 1726, ao redor do Riacho Pajeú. Cresceu e se tornou metrópole. Com 314,930 km² de extensão e sendo a quinta cidade mais populosa do Brasil, a capital cearense acumula desafios proporcionais às diferenças existentes entre os 119 bairros que a formam.

Em 1997, a Lei Municipal 8.000 reformulou a organização administrativa municipal e criou seis Secretarias Executivas Regionais, na tentativa justamente de descentralizar a gestão. Em 2008, foi formada a Regional do Centro. Na atual gestão, a nomenclatura “executivas” foi retirada. Do modo como estão organizadas hoje, a Regional VI tem o maior número de bairros (29) e de habitantes (541.160) habitantes. Após a do Centro (composta apenas por um bairro), a Regional IV é a área menos povoada, com 281.645 moradores.

O Plano Fortaleza 2040, que teve a produção iniciada em maio de 2014 e finalizada em dezembro de 2016, propõe uma redefinição do território da Capital, sugerindo uma nova regionalização. A sugestão é que 13 regiões, chamadas de "coração de bairro", substituam as atuais Secretarias Regionais. Porém, nada nesse sentido foi, de fato, implantado ainda.

Juventude comunica conquistas na Regional V

Audiovisual, fotografia, comunicação, moda, designer... áreas e atrativos, que para Francisco Gomes da Silva, conhecido como “Gomes Ávila”, de 21 anos, podem ser traduzidos como paixões e competências. Se compartilhados, indica a trajetória do jovem morador do Mondubim, na Regional V, podem se multiplicar. É esse o entendimento e nele se ancoram as motivações que fazem o jovem articular possíveis transformações na área em que reside.

Do conhecimento prévio adquirido em formações técnicas, a partilha de experiências no Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) do bairro. O desejo de aprender o levou ao equipamento público. Necessidade de aprimorar conhecimento. Formar-se. Chegando lá, há 4 anos, a ordem se inverteu um pouco. Gomes Ávila somou. Talvez mais do que esperava. O jovem do Mondubim tornou-se referência para outros tantos que estavam na mesma condição. Pelo que já sabia e pelo que tinha para dividir.

O jovem do Mondubim, Gomes Ávila, tornou-se referência para outros que estavam na mesma condição. Pelo que já sabia e pelo que tinha para dividir
Foto: Reinaldo Jorge

“Eu posso dizer que sou uma das pessoas que representa 'quem deu certo'. Não é só uma pessoa que chegou. Eu como jovem, carrego a responsabilidade de transformar. Servir de inspiração. Lá eu sei que pude tanto aprender, como ensinar”, garante. Ele diz não se enquadrar como colaborador do equipamento. Mas, no imaginário e na prática é isso que representa. Um incentivador. Mais que um usuário do Cuca, Gomes Ávila, agrega. Consegue fortalecer as experiências de formação daqueles que trazem histórias tão semelhantes. De atrasos e poucas oportunidades. Um comunicador, de muitos talentos, que na Regional V faz ressoar conquistas.

Vigor para reinventar caminhos na Regional VI

De uma adolescência cheia de contratempos a uma juventude promotora de mudanças. No Jangurussu, na Regional VI, a vida do “poeta-marginal”, Jardson Remido, 24 anos, é conhecida. Seja pelos contatos no transporte público – onde faz intervenções – ou pelas participações em atividades em escolas e projetos. Ele, que descobriu na leitura o sentido para alterar os rumos de uma jovem vida controversa, é símbolo de uma fortaleza que se recusa a acreditar que o destino da juventude periférica já está traçado e é fadado ao fracasso.

Para saber fazer o que gosta – compor e cantar rap –, Jardson Remido avaliou que deveria “ampliar o conhecimento” e, desde então, a leitura virou um grande apego.
Foto: Reinaldo Jorge

Quando ainda adolescente, aos 16 anos, Jardson foi apreendido por tráfico de drogas. Passou por um centro socioeducativo, cumpriu medida, e ao sair deparou-se com possibilidades de transformação. Diferentes pessoas atravessaram seu caminho e, felizmente, a trajetória do “jovem de periferia” começou a ser reinventada. As influências, conta ele, incentivaram a aproximação com a música, especificamente com o rap. Mas, nas primeiras tentativas de compor, veio a constatação: “a primeira vez que fui fazer uma letra de rap não saía uma frase”, conta.

Todo mundo com a mão pro alto, dá um abraço e vem reagir à queima-roupa
Jardson Remido, poeta

A relação com leitura se intensificou aí. Para saber fazer o que gostava – compor e cantar –, o jovem avaliou que deveria “ampliar o conhecimento” e, desde então, não parou. O ensino fundamental, que havia estagnado no 4º ano, foi retomado e concluído em supletivo. A perspectiva agora é encerrar o ensino médio e acessar à universidade. Cursar Pedagogia.

Paulo Freire, Malcom X e Sabotage são referências para o jovem “poeta-marginal”. Em 2017, o convite para compor um dos espaços da Bienal Internacional do Livro do Ceará e a participação na entrega do título de cidadão fortalezense ao cantor Criolo o marcaram. Sinais de reconhecimento da atuação no Jangurussu. Na intervenção nos ônibus, Jardson dá o recado “todo mundo com a mão pro alto, dá um abraço e vem reagir à queima-roupa”. Na poesia, ele se redime e se encontra. Com isso, ajuda semelhantes. Fortaleza inspiradora. Pela capacidade de ampliar horizontes

Esforço para pôr o Centro em seu devido lugar

Fazer do Centro um espaço valorizado, frequentado e acolhedor. Desejos que perpassam o imaginário do fortalezense. Quem dera, o bairro que carrega em si a história da cidade cravada nos prédios e logradouros, alcançasse a centralidade que merece de cuidados e ações. Na tentativa de ver essa fortaleza, de fato, se transformar, e quem sabe as boas vontades tornarem reais, o morador do Centro e guia de turismo, Paulo Probo, de 49 anos, tem se colocado à disposição do bairro. Da idealização de atividades à comemoração do êxito das mesmas. O Centro, aos poucos, ganha atenção e presença.

Realizador do projeto Viva o Centro, Paulo Probo conta as iniciativas brotaram de forma espontânea e hoje colhem-se os frutos.
Foto: JL Rosa

“Eu já trabalhava com turismo e vivia um pouco frustrado porque não se inclui o Centro nas rotas turísticas. Em 2010, fiz uma viagem para outro país e fiz rotas de bicicletas e voltei fascinado com isso. Era o mesmo ano centenário do Theatro José de Alencar. Na época, li uma entrevista da diretora pedindo pra comunidade agregar. Fui lá e conversei sobre a possibilidade de fazer uma rota e aí tudo começou”, conta

As pessoas são suscetíveis. Elas só precisam se sentir conectadas aos projetos. É a sensação que o lugar faz sentido”.
Paulo Probo, guia de turismo

Realizador do projeto Viva o Centro – movimento que agrega sociedade civil e poder público em ações de qualificação do bairro –, Paulo conta que as iniciativas brotaram de forma espontânea e hoje colhem-se os frutos. Embora seja difícil perseverar nos cuidados, a comunidade responde e, segundo ele, “está mais consciente”. Desde 2010, o grupo vem realizando, dentre outros, passeios ciclísticos, atividades culturais, ocupações de praças nos fins de semana, estímulo e visitação de equipamentos públicos. “As pessoas são suscetíveis. Elas só precisam se sentir conectadas aos projetos. É a sensação que o lugar faz sentido”, reforça

O foco, que já foi garantir ocupação do Centro aos sábados e domingos, articulando atividades amplas e simultâneas em diversos logradouros, nos próximos períodos será mais restrito. A Praça do Coração de Jesus e o Parque da Liberdade – Cidade da Criança foram escolhidos como espaços a serem requalificados, com a ajuda do grupo que conta hoje com cerca de 30 pessoas entre sociedade civil e representantes de entidade. Paulo é esperançoso. É da turma dos que acreditam na melhora do Centro. Herança para o filho de 7 anos. Oportunidade para tantas outras gerações.