Fortalezas
desse canto

Da coragem e vigor de muitos corpos, exemplos e mentes, nascem eixos de sustentação da cidade que chega aos 292 anos

Textos: Emanoela Campelo de Melo e Thatiany Nascimento Publicado em 13.04.2018

Fortaleza tem muitas fortalezas. Talvez seja essa a sina da cidade para manter-se de pé. Viva. Não fosse o vigor das expressivas fortalezas – materializadas em distintas dimensões, a serem apresentadas neste especial – essa outra, que chega aos 292 anos em 13 de abril, padeceria (ainda) mais. Atormentada pela violência, o descuido, a competição, a desvalorização e os interesses privados acima do público. Malefícios que cruzam o território de 314,930 km² e o afrontam. Ainda assim, tais fatores não fazem a cidade sucumbir.

Fortalezas atuam e há permanências e superações diárias. Muitas movidas pela insistência natural (ou alimentada) daqueles e daquelas que, fortes, recusam-se a abrir mão da experiência possível de uma cidade melhor. A crença vira prática. Aposta. Sonho. De vida mais plena. Coletiva. Uma cidade oportuna. A força dos afetos inexplicáveis pelo chão em que se vive. Da coragem desses muitos corpos, exemplos e mentes, nascem eixos de sustentação da metrópole. Do vigor da natureza, oxigênio para continuar.

Se lhe perguntam: quais as fortalezas desse canto? O que há de mais firme, resistente, vigoroso nessa cidade? Qual sua resposta? O Diário do Nordeste categorizou três “Fortalezas desse canto” e apresenta neste especial. São, pelo menos, 15 histórias divididas em três eixos: “Fortaleza: gente”, “Fortaleza: recursos naturais” e “Fortaleza: produção de conhecimento”. Pontos fortes desse lugar. Um convite ao conhecimento de narrativas, anônimas, muitas vezes. Mas imprescindíveis aos que desejam permanecer vivos, tal qual fortaleza.